
Túlio Rois, nascido em 2 de fevereiro de 1990 em Brasília, desenvolveu sua sensibilidade artística em estreita relação com a cultura e os espaços criativos da capital brasileira. A arquitetura modernista, os amplos horizontes do Planalto Central e a efervescência cultural da cidade moldaram sua percepção estética e sua forma de expressão.
Artista autodidata, possui formação em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília, onde aprofundou conhecimentos em desenho artístico e técnico. Complementou sua formação com estudos em design gráfico e modelagem tridimensional, além de especializações em design automotivo. Sua atuação nas artes plásticas, no entanto, desenvolveu-se de forma independente, consolidando-se como campo central de sua produção.
O interesse pela arte manifestou-se desde a infância, quando se dedicava ao desenho, à construção de maquetes e ao origami. Em 2024, conquistou um prêmio de artesanato com uma obra inspirada em Brasília e no Cerrado, marco que impulsionou sua trajetória. No ano seguinte, uma experiência onírica despertou o impulso de iniciar sua produção pictórica, ampliando sua pesquisa visual e consolidando sua linguagem artística.


Seu processo criativo nasce da observação do cotidiano, dos sonhos, da música e das reflexões internas, que se traduzem em metáforas visuais. As ideias evoluem de esboços para composições híbridas, integrando materiais como massa acrílica, papel machê, origami, jornal, arame e bordado. Essa abordagem estabelece um diálogo entre pintura e escultura, expandindo as possibilidades narrativas e sensoriais da obra.
A música ocupa papel essencial em sua pesquisa. Como músico, incorpora instrumentos e referências sonoras às composições, transformando-os em símbolos da memória e da experiência humana. Suas obras podem ser compreendidas como partituras visuais, nas quais imagem, matéria e silêncio se articulam para construir narrativas poéticas.
Sua estética caracteriza-se pelo equilíbrio entre vazio e presença, delicadeza e intensidade visual. Os espaços amplos e silenciosos potencializam a carga simbólica dos elementos representados, criando composições que convidam à contemplação e à interpretação individual.
Em 2025, participou da Casa Cor Brasília, ampliando a visibilidade de seu trabalho. A premiação recebida anteriormente consolidou sua inserção no cenário artístico e reforçou a originalidade de sua linguagem.




"Seu trabalho
é movido por uma
inquietação autêntica,
que busca
transformar ideias, sons e
sentimentos em imagens
capazes de despertar o imaginário do observador.
É no diálogo entre
simplicidade formal e profundidade simbólica
que sua produção
encontra sua força
expressiva e
identidade singular".
By Lisandra Miguel
“A arte é uma forma
de tornar visível aquilo que
permanece invisível: emoções, pensamentos e memórias.
Trata-se de uma linguagem universal, capaz de
transcender fronteiras
culturais e temporais, promovendo conexões
humanas por meio da sensibilidade.
Em um mundo acelerado, acredito que a
arte oferece espaços de contemplação e
reconexão com a
experiência humana”.
By Túlio Rois


